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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"Fazendo Meu Filme" na minha história


Por que me identifiquei com determinados livros que li? Ou então, por que muitos, assim como eu, se identificam com determinadas leituras? Hoje não estou para explicar os outros ou tentar entender cada mente. Responderei por mim mesma e sobre um determinado livro/série. 

Fazendo Meu Filme. Por onde quer que eu andasse com esse livro em mãos era sempre a mesma pergunta "Você quer fazer um filme?" Claro, por que não tinha pensado nisso antes? Mas não. Só queria esclarecer que nem todos os livros são de auto ajuda para que você possa realizar ou obter algo. Igual outro dia enquanto estava lendo o livro da Carina Rissi (Procura-se um marido) e me perguntaram se eu estava tão na fossa assim. E o pior era ter que explicar que aquele livro transcendia qualquer forma de ajuda, e que bem, não tava procurando marido algum... E assim acabamos com o julgamento de um livro somente pelo título. Se a justificativa é a capa, "caramba, nunca ouviu falar que as aparências enganam?"  
Agora que provei que esse livro nada tem a ver com fazer um filme que "eu to muito afim de fazer", prossigamos. Tenho que confessar que a capa rosa choque que me chamou muito a atenção... Claro que eu poderia me decepcionar já que muitas vezes apenas a capa é bonita e o conteúdo não me atrai. Nesse caso, eu estava totalmente ENGANADA! 
Devorei o livro e quando percebi estava nas últimas e me debulhando em lágrimas. "Era uma vez um Menino que era amigo de um monte de gente. Certo dia, apareceu na vida dele uma Menina que não era amiga de quase ninguém, que gostava de dizer que qualidade era mais importante que quantidade, mas que achou que aquele Menino fosse digno dos tais poucos amigos que ela contava nos dedos da sua mão direita." (FMF1)
Não lembro de quantas vezes eu repeti que "queria um Léo pra mim"quando acabei de ler. Chorava tanto que as minhas amigas perguntaram preocupadas sobre o que tinha acontecido para eu estar em prantos, e quando descobriram que foi porque o FMF1 tinha acabado, elas não acreditaram. Nisso, acabei convencendo todas a lê-lo. E aí começou a minha propaganda. 
Ao ler os outros livros da continuação só acabei me impressionando e me identificando com a personagem. Deve ter sido pelo fato de estar chorando por causa dos livros da Paula Pimenta... Viajei por Londres, conheci Hollywood, namorei um ator que fazia as mulheres se descabelarem quando encontravam-no, me apaixonei pelo meu melhor amigo, tive amigas doidas e grávidas e sem contar do privilégio de fazer um filme da minha própria vida mudando o final ruim para um perfeito... Talvez eu tenha incorporado demais a Fani.
"Você gostaria que a sua história tivesse acontecido como você retratou na tela?" (FMF4) Se eu tivesse a oportunidade de poder programar tão bem a minha história, eu o faria. Eu, você, nós temos essa oportunidade pois escrevemos a nossa própria história. Com decisões pequenas no dia a dia fazemos o nosso caminho que definirá não o nosso final feliz, mas a nossa "continuação" perfeita. E quem disse isso não fui eu, mas a Paula através da Fani... 
Desde então, comecei a espelhar um roteiro para minha vida tentando encontrar os devidos personagens. E sabe o que acabei decidindo? Decidi não seguir um roteiro já pronto, mas ter a oportunidade de ser a autora e a personagem ao mesmo tempo, e observando tudo de cima, resolver mudar pequenas partes da vida  formando o meu próprio mundo paralelo. Quem não gostaria de ter esse poder em mãos..? Foi o que decidi. E a partir de agora, só eu posso decidir o que será do script e dos personagens da minha vida própria. Sorry...