Sabemos
superficialmente sobre os conflitos do mundo pelo simples fato de não termos
participado e vivido o desastre. Ao redor do mundo observamos por meio de
notícias as calamidades e só isso, observamos. Debatemos e no máximo colocamos
a nossa opinião para todos verem. Fazemos alguma coisa? Claro que não. O mundo
está dividido em continentes que por sua vez estão divididos em países que
passam uma imagem de união, apresentando deveres para com o mundo. Mas há
muitos problemas nacionais para ter que se preocupar do que tentar ajudar um
país necessitado. As grandes potências mundiais vêm cada vez mais querendo
mostrar seu poderio bélico, nacional, econômico, político para estarem no topo.
Um jeito para poder
observar de um ângulo diferente está presente no filme Hotel Ruanda, no qual
aponta os problemas em que esse país se encontrava à beira de total
exterminação populacional. Colonizado pela Bélgica, este que implantou diversas
formas para lucrar com o país, passou por conflitos internos sem ter um dedo de
ajuda dos que se achavam “donos” do lugar. A África foi um continente explorado
abertamente pelos europeus que, apresentando seus ideais retiraram o que essa
terra tinha de melhor. Ideias étnicas se apoderaram do ambiente e as separações
foram feitas pelos próprios habitantes com o intuito de se obter algum tipo de
superioridade. E assim começaram grandes conflitos internos envolvendo a
política e consequentemente punindo toda a população. Estavam sendo
discriminados pelos seus próprios conterrâneos com justificativas não
plausíveis. Como poderiam se salvar?
O mundo teve seus
olhos virados para o genocídio, mas para eles era como se não passasse de uma
notícia que seria esquecida logo depois e “alguém” daria um jeito de resolver a
situação. A população estava desamparada e desolada pelo restante do mundo. Eram
poucos os que lutavam pela causa e menor quantidade ainda daqueles que
prestavam socorro. Esqueceram que todos são iguais e que merecem uma
oportunidade para pelo menos manter suas vidas de forma adequada. Ou apenas
simplesmente conseguir viver.


