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domingo, 27 de outubro de 2013

♪ Minha Paixão Pela Música II ♪


Se todos tivessem a oportunidade de conhecer um instrumento, dedilha-lo e chegar a tocar de verdade, seria maravilhoso. Colocar todas as suas emoções na hora da interpretação e deixar que a sua expressão corporal diga tudo que você esteja sentindo. Se a sociedade fosse educada com música ao invés do futebol nas ruas, seríamos mais intelectuais e desenvolvidos. Se compassos longos fossem introduzidos na mente de cada pessoa, haveriam mudanças para melhor e com certeza não teríamos algumas coisas que chamam de música, ou de arte, seja lá o que for.
Apreciar música já deveria ser o certo e o primeiro passo a ser dado. O Segundo passo seria fazer de tudo para aprender e ter noções básicas musicais. As mentes se abririam e ideias começariam a brotar. O desempenho escolar iria melhorar, o ensino iria melhorar, a educação iria melhorar, a sociedade iria melhorar, o governo iria melhor, o país progrediria.
Mas embora a questão principal não seja essa, e sim satisfação pessoal, pensar dessa forma mudaria muita coisa. Já entendi que gosto não se discute. Mas e se os gostos mudassem? E se a qualidade fosse outra?
Será que alguém já parou para pensar que a maioria dos músicos, compositores ou até mesmo apreciadores de música de qualidade têm feito coisas geniais? Pesquisas já não comprovaram que crianças que desde cedo tem aprendizado musical têm um desenvolvimento mental maior do que os que não o fizeram?
Mas se o seu gosto não for melódico e sim matemático, como não amar a música? As divisões e subdivisões milimetricamente precisas que fazem toda a diferença na hora da reprodução e o encaixe perfeito das vozes de cada instrumento em uma orquestra são exemplos. A vibração da corda quando o arco passa produzindo um som que pode ser muito bem lembrado por 440 Hz (nota lá) na física. Ou até mesmo tratamento terapêutico com música! E eu ainda me pergunto: COMO NÃO CONSEGUEM AMAR A MÚSICA?  

O Momento Perfeito para Amar


Eu estou apaixonada por estar apaixonada. Eu estou amando amar. Não consigo prestar atenção em nada ao meu redor pois só fico pensando no que se passou. A música, a valsa, as poesias... E ele estava lá, me olhando fixamente com seus lindos olhos azuis. Estava de terno cinza, o jeito magnífico e fez meu coração acelerar de tal forma que me fez tremer. Quando ele me disse que eu tocava de tudo, na hora eu não reagi com o que estava acontecendo... Nunca senti tanto o meu coração aqui dentro como agora
Olhar bem para ele me fazia querer estar perto. Por mais que eu estivesse cantando pra ele naquela multidão de espectadores, tudo era meio indeciso. Eu queria sair correndo e abraçá-lo e dizer que não podemos estar separados, pois, eu vejo nos olhos dele que ele esconde o mesmo que eu. Um sentimento lindo, mas escondido. Mas tudo só ficou na imaginação mesmo...

sábado, 12 de outubro de 2013

A Doença que Todos Conhecem


Eu estou doente. Uma doença que faz com que eu fique com o estômago embrulhado, o coração acelerado e uma insegurança enorme. Uma doença muito clichê, mas que me faz ficar sem ar e sem conseguir pensar em nada mais além de quem me transmitiu essa doença. O pior de tudo, é que eu não posso ficar com esse problema, pois, me é proibido ficar assim. As circunstâncias me fizeram tornar secreto o meu sofrimento e ser impedida de abrir a boca. É como se eu fosse destinada a isso sem poder. Dói muito e não desejaria isso a ninguém, pois parece prejudicial para alguns, assim como para mim. Se eu tivesse coragem e se não fosse tão custoso dizer o que está se passando comigo...
Não quero repetir essa palavra de forma alguma, pois prometi a mim mesma não ser mais infectada com essa tão infinita e quase agradável doença. Sei que é óbvio que doença é, mas essa não é a questão e sim como tratá-la. Sou proibida de ter esse sentimento forte por essa determinada pessoa que não me dá opção. Eu sinto que nos daríamos muito bem juntos, mas poderíamos nos dar muito mal também. É como se o meu sorriso terminasse no sorriso dele, e fosse um processo cíclico de felicidade. A insegurança, a dúvida e a proibição me impedem de seguir em frente pois a razão fica disputando com o coração. Eu sei que ele e eu nunca poderíamos ser algo bonito e que o sentimento não é recíproco, embora a amizade dele me faça ficar cada vez mais com um pensamento contraditório. Sinto que tudo seja apenas um solilóquio meu comigo mesma. Sentir tudo isso solitariamente é mais doloroso do que um tapa na face até esta ficar bem vermelha.
Se tudo isso tivesse cura, seria a melhor descoberta que já teriam feito. Os médicos não sabem responder, as farmácias não têm a cura, os cientistas não têm a fórmula, e eu não tenho a solução. Porque a única pessoa que pode curar essa doença, é quem a provocou. E pode ser que essa doença, NUNCA TENHA CURA...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

♫ Minha Paixão Pela Música I ♫


Um toque, uma melodia, um ritmo, uma pulsação, um timbre, uma voz, um instrumento: A MÚSICA. Ela sempre esteve presente na minha vida e não poderia viver sem escutar ao menos uma melodia para suprir minha necessidade por boa qualidade de som. Sempre tive uma trilha sonora para cada momento da minha vida. Nos momentos mais tristes eu recorria àquelas músicas calmas que me faziam refletir na vida, em tudo que estava passando dentro de mim. Nos momentos mais descontraídos eu ouvia as músicas mais agitadas e colocava pra fora toda a alegria que estava no meu peito, cantando alto sem nem pensar direito na letra. Quando estava com a mente longe, eu escutava as melodias mais "brisadas" com letras que me levavam a imaginar a minha vida de outro ponto de vista e formulava vários "e se..." como se eu pudesse mudar tudo. Ah sim! Ouvia música clássica também. Tinha sempre ouvido falar de Bach, Beethoven, Mozart, Brahms, Tchaikovsky, Handel, Vivaldi e Chopin. Até mesmo os leigos já ouviram esses nomes. Ainda não entendo como existe gente que não consegue admirar esses temas tão famosos. Se soubessem o que é relaxar e dormir ouvindo Chopin... Se assistissem o Lago dos Cisnes de Tchaikovsky... Se admirassem e se surpreendessem com a genialidade de Bach e Mozart... Se entendessem a atonalidade da música de Alban Berg... Se se fascinassem pelas peças de Mahler... Ou se pelo menos entendessem que toda música se originou da música clássica... Assim estariam falando a verdade quando dissessem que amam verdadeiramente a música. ♪ ♫ ♪

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Reencontro - Parte VI

Os dois:

Ele ainda no salão, estava pensando. Ela já em casa, também estava pensando. Pensando em como tudo já estava uma confusão. Ela se martirizava por ter beijado um rapaz que ao menos conhecia. Ele estava intrigado em saber quem era a garota que tanto tinha lhe chamado a atenção. Ela, imaginando em como ele falaria que ela era fácil. Ele, em como devolver a pulseira que ela havia esquecido e que até o momento, não havia sentido a menor falta. Ela tentava tranquilizar a si mesma, afinal, a máscara havia preservado a sua identidade. Ele brigava consigo mesmo, por não ter tirada a máscara dela quando teve a chance.
Pensamentos diferentes, mas que consequentemente levavam ao mesmo lugar. Aos dois.
Ela não queria vê-lo novamente, mas ele, estava mais que determinado a encontrá-la de novo.

Ela:

Ela tentava apagar da memória as lembranças daquela noite, não queria guardá-la, porque gostaria de se lembrar de algo que não deveria ter feito?
Naquele dia, a escola estava um pouco mais movimentada do que ela havia percebido. Para que tanto alvoroço? Ela estava confusa. Olhava para os lados em busca de respostas, mas ela não as encontrava. Deu de ombros e seguiu até sua sala. Já estava se acostumando com a ideia daquele novo colégio, tudo ali já estava se tornando conhecido para a garota.
Entrou na sala de aula e sentou-se no seu habitual local.Como uma grande amante da leitura, ela tirou de dentro da bolsa um romance. Livros poderiam ser considerado como amigos para ela, a leitura era o que a fazia feliz.
Sua atenção foi tirada das páginas, assim que risadas invadiram seu ouvido, então ela pôde escutar a conversa de duas garotas de sua sala. Ela nunca havia conversado com as garotas antes, mas talvez hoje, só hoje ela quisesse isso. A conversa delas, tinha chamado sua atenção.

Ele:

Estava na escola mais cedo do que de costume. O fim de semana inteiro ele havia pensado em diferentes formas de encontrar a garota misteriosa, mas nenhuma ideia veio a sua cabeça. Chegou a ponto de pensar que deveria esquecer sobre aquilo, era tudo perca de tempo. Mas depois sues pensamentos voltaram para o lugar. Ele precisava ter as respostas.
Entrou em mais uma aula de geografia. Não era sua matéria preferida, então colocou os fones de ouvido e deixou que o mundo acabasse ao seu redor. Mas isso não aconteceu. Seu pensamento continuava grudado na garota de máscara preta com detalhes parta, dos olhos (uma cor) profunda.Pensava naquela garota tímida que não sabia como reagira quando estavam próximos. Ele soltou um suspiro. Sua mente não se concentrava na música, muito menos na professora que escrevia na lousa, mas sim nas pessoas ali na sala.
Varrendo com o olhar ele descartava todas as opções de garotas que eram louras ou com cabelos cacheados. Ele sabia que a sua garota misteriosa tinha cabelos castanhos e com leves ondas. Esse era o primeiro passo para encontrá-la.

Ela:

Ela escutava a conversa das garotas. Alguma palavras soltas vinham a sua cabeça como flechas. "dança" "momento Cinderela" "pulseira" "fuga". estavam falando dela? mas que pulseira era essa? Ah sim, aquela que em algum momento do baile ela deixou cair. Sua pulseira favorita, onde colocava um pingente novo a cada novo momento especial que tivera. Tinha uma sapatilha, assim ela poderia se lembrar sempre de suas apresentações de ballet. Um pingente com as siglas "BFF" que sua amiga havia lhe dado a um tempo, o mesmo significava a amizade das duas. Uma nota musical, para ela se lembrar sempre de que a música a deixava viva. Uma estrela, que era o mais simbólico. Sua mãe o havia dado para que ela lembrasse que sempre terá alguém lá em cima que estará tomando conta dela. E muitos outros mais.
Ela se sentiu pesarosa por tê-la perdido. Tantas recordações perdidas em apenas um objeto.
Ela olhou atentamente para todos na sala, se sentiu observada, olhou para todos, até seu olhar para em um garoto no fundo da sala.
Era ele quem olhava-a.
Envergonhada e um pouco confusa ela rapidamente se virou para a frente. Quem seria ele e por que ele estava olhando-a?

Ele:

Ela parecia familiar. Era a aluna nova, muitos falavam nela, mas ele nunca havia parado para observá-la. Tímida e meiga. Essas foram as primeiras impressões.
A novata se encaixaria nos padrões da minha procura, mas o que ela teria ido fazer em um baile onde não conhecia ninguém? Essa pergunta pairou sobre sua cabeça. Ela fazia sentido, provavelmente não seria ela, mas de uma forma incrivelmente estranha, ele sentia que a conhecia. Mas não sabia como,muito menos quando a conheceu.
Talvez ele tivesse que descobrir isso, talvez ele conversasse com ela, mas só talvez. Ele não tinha certeza se queria.