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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Baile de máscaras - Parte V



Ela:
Estava nervosa com a situação em que se encontrava. Primeiro suas amigas a haviam deixado de plantão esperando e ela não fazia ideia de onde elas poderiam estar. Segundo, um cara que ela nem conhecia a tinha chamado pra dançar. E pelo jeito, ela estava gostando disso. Ela estava com um frio enorme na barriga com aquele garoto estranho dançando com ela, uma garota que nem era muito conhecida naquele colégio novo. Queria muito poder ver o rosto dele, mas aquela máscara estava sendo inútil naquele momento.

Ele:
Ter chamado aquela garota para dançar fora uma excelente ideia. Ela estava toda tímida, o que deixada ela cada vez mais interessante. Ele colocou a mão levemente na costas dela e a puxou bem devagar para mais perto dele. Ela colocou a sua mão no ombro dele, e relutante em olhá-lo, deu-lhe a mão. Ele começou a sorrir com o desconserto dela. 

Ela:
Ela tinha suas mãos nos ombros dele, as dele, estavam na cintura dela. Os dois estavam totalmente envolvidos pelo momento. O silêncio entre os dois permaneceu até o fim da dança, não era nada desconfortável, porém, foi quebrado, quando sem perceber, se olharam os olhos. 'Seus olhos são incríveis" Ele falou para ela, que se desconcertou com essas quatro pequenas palavras. Sentiu que deveria elogia-lo, mas uma voz em sua cabeça a alertou, ela mal o conhecia, não sabia nem ao certo seu nome, já estava errada em apenas dançar com ele. Ela não devia nada a ele.
Perdida em seus pensamentos, ela nem sequer percebeu quando ele cariciava sua maçã do rosto com o polegar. A garota se sentiu corar, aquilo já estava passando dos limites, mas porque suas pernas não recebiam o comando de sair correndo?
"Acho que preciso ir" Se viu falando, lembrando de que a poucos minutos tinha dito o mesmo. "Por que tão misteriosa?", ele a perguntou ainda a encarando. Ele era o rapaz perfeito,olhos perfeitos, rosto perfeito, cabelo perfeito, boca perfeita. Ela se deparou com seu olhar preso nos lábios dele. Quando menos esperava, ele estava se aproximando lentamente, como se quisesse ter certeza de que ela não fugiria. E não ia. Ela percebeu isso assim que os lábios dele encostaram nos dela.

Ele:
Não queria deixa-la assustada, mas manter distância entre nossos corpos já era algo que estava se tornando impossível. Eu podia jurar que ela era a mais linda de todo o baile. Isso não seria mentira. O olhar que ela mantinha distante, como se estivesse em outra dimensão, me fascinava.
Assim que os lábios dela se encontraram nos meus, senti um turbilhão de emoções. Era difícil explicar o momento, mas podia dizer que ela queria isso tanto quanto eu. Mas eu estava errado. Como se ela voltasse a ter consciência, ela se afastou de mim, um pouco mais corada, parecia um tanto quanto assustada, mas ainda parecia absorver as informações do que tinha acontecido. A garota abriu a boca várias vezes, esperei que ela dissesse algo, mas nenhum som saia, então ela se virou. Segurei em seu pulso e gritei um rápido "espere", mas ela não escutou, ou fingiu não ter escutado.
Olhei em minhas mãos e achei ali uma pulseira cheia de pingentes. Ela havia ido, mas tinha esquecido essa bijuteria. Parecia ser algo importante, ela não poderia deixar de procurá-la. Eu ainda ia descobrir quem era a garota mascarada. Mais cedo ou mais tarde eu iria.




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