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sábado, 12 de outubro de 2013

A Doença que Todos Conhecem


Eu estou doente. Uma doença que faz com que eu fique com o estômago embrulhado, o coração acelerado e uma insegurança enorme. Uma doença muito clichê, mas que me faz ficar sem ar e sem conseguir pensar em nada mais além de quem me transmitiu essa doença. O pior de tudo, é que eu não posso ficar com esse problema, pois, me é proibido ficar assim. As circunstâncias me fizeram tornar secreto o meu sofrimento e ser impedida de abrir a boca. É como se eu fosse destinada a isso sem poder. Dói muito e não desejaria isso a ninguém, pois parece prejudicial para alguns, assim como para mim. Se eu tivesse coragem e se não fosse tão custoso dizer o que está se passando comigo...
Não quero repetir essa palavra de forma alguma, pois prometi a mim mesma não ser mais infectada com essa tão infinita e quase agradável doença. Sei que é óbvio que doença é, mas essa não é a questão e sim como tratá-la. Sou proibida de ter esse sentimento forte por essa determinada pessoa que não me dá opção. Eu sinto que nos daríamos muito bem juntos, mas poderíamos nos dar muito mal também. É como se o meu sorriso terminasse no sorriso dele, e fosse um processo cíclico de felicidade. A insegurança, a dúvida e a proibição me impedem de seguir em frente pois a razão fica disputando com o coração. Eu sei que ele e eu nunca poderíamos ser algo bonito e que o sentimento não é recíproco, embora a amizade dele me faça ficar cada vez mais com um pensamento contraditório. Sinto que tudo seja apenas um solilóquio meu comigo mesma. Sentir tudo isso solitariamente é mais doloroso do que um tapa na face até esta ficar bem vermelha.
Se tudo isso tivesse cura, seria a melhor descoberta que já teriam feito. Os médicos não sabem responder, as farmácias não têm a cura, os cientistas não têm a fórmula, e eu não tenho a solução. Porque a única pessoa que pode curar essa doença, é quem a provocou. E pode ser que essa doença, NUNCA TENHA CURA...

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