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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Reencontro - Parte VI

Os dois:

Ele ainda no salão, estava pensando. Ela já em casa, também estava pensando. Pensando em como tudo já estava uma confusão. Ela se martirizava por ter beijado um rapaz que ao menos conhecia. Ele estava intrigado em saber quem era a garota que tanto tinha lhe chamado a atenção. Ela, imaginando em como ele falaria que ela era fácil. Ele, em como devolver a pulseira que ela havia esquecido e que até o momento, não havia sentido a menor falta. Ela tentava tranquilizar a si mesma, afinal, a máscara havia preservado a sua identidade. Ele brigava consigo mesmo, por não ter tirada a máscara dela quando teve a chance.
Pensamentos diferentes, mas que consequentemente levavam ao mesmo lugar. Aos dois.
Ela não queria vê-lo novamente, mas ele, estava mais que determinado a encontrá-la de novo.

Ela:

Ela tentava apagar da memória as lembranças daquela noite, não queria guardá-la, porque gostaria de se lembrar de algo que não deveria ter feito?
Naquele dia, a escola estava um pouco mais movimentada do que ela havia percebido. Para que tanto alvoroço? Ela estava confusa. Olhava para os lados em busca de respostas, mas ela não as encontrava. Deu de ombros e seguiu até sua sala. Já estava se acostumando com a ideia daquele novo colégio, tudo ali já estava se tornando conhecido para a garota.
Entrou na sala de aula e sentou-se no seu habitual local.Como uma grande amante da leitura, ela tirou de dentro da bolsa um romance. Livros poderiam ser considerado como amigos para ela, a leitura era o que a fazia feliz.
Sua atenção foi tirada das páginas, assim que risadas invadiram seu ouvido, então ela pôde escutar a conversa de duas garotas de sua sala. Ela nunca havia conversado com as garotas antes, mas talvez hoje, só hoje ela quisesse isso. A conversa delas, tinha chamado sua atenção.

Ele:

Estava na escola mais cedo do que de costume. O fim de semana inteiro ele havia pensado em diferentes formas de encontrar a garota misteriosa, mas nenhuma ideia veio a sua cabeça. Chegou a ponto de pensar que deveria esquecer sobre aquilo, era tudo perca de tempo. Mas depois sues pensamentos voltaram para o lugar. Ele precisava ter as respostas.
Entrou em mais uma aula de geografia. Não era sua matéria preferida, então colocou os fones de ouvido e deixou que o mundo acabasse ao seu redor. Mas isso não aconteceu. Seu pensamento continuava grudado na garota de máscara preta com detalhes parta, dos olhos (uma cor) profunda.Pensava naquela garota tímida que não sabia como reagira quando estavam próximos. Ele soltou um suspiro. Sua mente não se concentrava na música, muito menos na professora que escrevia na lousa, mas sim nas pessoas ali na sala.
Varrendo com o olhar ele descartava todas as opções de garotas que eram louras ou com cabelos cacheados. Ele sabia que a sua garota misteriosa tinha cabelos castanhos e com leves ondas. Esse era o primeiro passo para encontrá-la.

Ela:

Ela escutava a conversa das garotas. Alguma palavras soltas vinham a sua cabeça como flechas. "dança" "momento Cinderela" "pulseira" "fuga". estavam falando dela? mas que pulseira era essa? Ah sim, aquela que em algum momento do baile ela deixou cair. Sua pulseira favorita, onde colocava um pingente novo a cada novo momento especial que tivera. Tinha uma sapatilha, assim ela poderia se lembrar sempre de suas apresentações de ballet. Um pingente com as siglas "BFF" que sua amiga havia lhe dado a um tempo, o mesmo significava a amizade das duas. Uma nota musical, para ela se lembrar sempre de que a música a deixava viva. Uma estrela, que era o mais simbólico. Sua mãe o havia dado para que ela lembrasse que sempre terá alguém lá em cima que estará tomando conta dela. E muitos outros mais.
Ela se sentiu pesarosa por tê-la perdido. Tantas recordações perdidas em apenas um objeto.
Ela olhou atentamente para todos na sala, se sentiu observada, olhou para todos, até seu olhar para em um garoto no fundo da sala.
Era ele quem olhava-a.
Envergonhada e um pouco confusa ela rapidamente se virou para a frente. Quem seria ele e por que ele estava olhando-a?

Ele:

Ela parecia familiar. Era a aluna nova, muitos falavam nela, mas ele nunca havia parado para observá-la. Tímida e meiga. Essas foram as primeiras impressões.
A novata se encaixaria nos padrões da minha procura, mas o que ela teria ido fazer em um baile onde não conhecia ninguém? Essa pergunta pairou sobre sua cabeça. Ela fazia sentido, provavelmente não seria ela, mas de uma forma incrivelmente estranha, ele sentia que a conhecia. Mas não sabia como,muito menos quando a conheceu.
Talvez ele tivesse que descobrir isso, talvez ele conversasse com ela, mas só talvez. Ele não tinha certeza se queria.

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