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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Sogra




"Às vezes você fica pensando se realmente valeria a pena continuar fazendo o que você faz. Sei que é um pensamento vago, pois, eu estou escrevendo isso para disfarçar o nervosismo. Sim, nervosismo porque a mãe "dele", aquele que eu digo que amo, está aqui por perto talvez me encarando mas não estou vendo e realmente não tenho coragem de levantar a fronte. Tenho medo de que eles estejam falando mal de mim ou então me observando e tirando suas próprias conclusões sobre o que estou vestindo e como isso vai refletir no meu caráter. Ótimo, nunca fiz que ninguém me odiasse, mas ficar na posição de "aquela que vai roubar meu filho de mim" já me faz odiada. Fazer o que? É a vida!! E estou encrencada porque ela deve estar dando todos aqueles apelidos feios que eu prefiro nem pensar e muito menos relatar. Acho que suas palavras não me atingiriam, mas as ações que ela tomaria para que me afetasse do mesmo jeito, sim. Ela vai tirá-lo de mim... Não tirar, até porque nunca tive propriedade para dizer que já foi meu algum dia. Mas vai fazê-lo ir embora por vontade própria, ou melhor, vontade incutida."
Talvez esse seja o pensamento sobre as sogras por aí. Mulheres que querem afastar seus filhos de toda e qualquer mulher que aparecer para tirá-los delas. Imagem péssima que temos. Mal sabem que elas só querem ser amigas e as mais próximas dos filhos pra acompanhar cada coisa que acontece em suas vidas. Claro que generalizar as coisas não é o adequado e também não muito real, mas muitas dessas mulheres são totalmente o oposto do que tacham. Elas querem a nora ideal, claro, e querem muito considerá-las como filhas postiças. Há sempre a expectativa de quem será aquela a qual o filho escolherá. Será uma mulher doce, prendada, talentosa, digna? Essas "sogras" acabam por amar quem seus filhos escolhem amar. Ou pelo menos, àquela a qual dizem amar. Essa segunda mãe tem um olhar protetor e como se já soubesse de tudo, admira de longe e torce para que seu filho seja feliz. Não consegue pensar só em si mesma. Ela quer acompanhar de perto as escolhas e as conquistas. 
Acabamos por amá-la mais ainda. Parece que temos orgulho por quem ela é e nos sentimos honradas por estarmos amando o filho dela. Aliás, quem é a responsável pela educação desse rapaz que lhe encantou? Não será ELA, a mulher que passamos a admirar? Pode parecer estranho, mas por mais que a paixão acabe entre você e o filho dela, essa mulher sempre lhe será querida. Você vai olhá-la com o maior brilho nos olhos e sentir mais saudade ainda da presença dela no seu antigo relacionamento do que do "dito cujo".. 
Contradizendo todos os estereótipos, mostrando uma realidade diferente, apresentando o quanto elas podem marcar e passar o recado de que ter alguém para chamar de "sogrinha" de coração, é uma sensação incrível de ser experimentada.  Sorte a sua se a tem.

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