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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Aparente Superioridade - Filme Hotel Ruanda


Sabemos superficialmente sobre os conflitos do mundo pelo simples fato de não termos participado e vivido o desastre. Ao redor do mundo observamos por meio de notícias as calamidades e só isso, observamos. Debatemos e no máximo colocamos a nossa opinião para todos verem. Fazemos alguma coisa? Claro que não. O mundo está dividido em continentes que por sua vez estão divididos em países que passam uma imagem de união, apresentando deveres para com o mundo. Mas há muitos problemas nacionais para ter que se preocupar do que tentar ajudar um país necessitado. As grandes potências mundiais vêm cada vez mais querendo mostrar seu poderio bélico, nacional, econômico, político para estarem no topo.
Um jeito para poder observar de um ângulo diferente está presente no filme Hotel Ruanda, no qual aponta os problemas em que esse país se encontrava à beira de total exterminação populacional. Colonizado pela Bélgica, este que implantou diversas formas para lucrar com o país, passou por conflitos internos sem ter um dedo de ajuda dos que se achavam “donos” do lugar. A África foi um continente explorado abertamente pelos europeus que, apresentando seus ideais retiraram o que essa terra tinha de melhor. Ideias étnicas se apoderaram do ambiente e as separações foram feitas pelos próprios habitantes com o intuito de se obter algum tipo de superioridade. E assim começaram grandes conflitos internos envolvendo a política e consequentemente punindo toda a população. Estavam sendo discriminados pelos seus próprios conterrâneos com justificativas não plausíveis. Como poderiam se salvar?

O mundo teve seus olhos virados para o genocídio, mas para eles era como se não passasse de uma notícia que seria esquecida logo depois e “alguém” daria um jeito de resolver a situação. A população estava desamparada e desolada pelo restante do mundo. Eram poucos os que lutavam pela causa e menor quantidade ainda daqueles que prestavam socorro. Esqueceram que todos são iguais e que merecem uma oportunidade para pelo menos manter suas vidas de forma adequada. Ou apenas simplesmente conseguir viver. 

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